FUZILEIROS NAVAIS NO ITAMARATY
Hoje eu senti vergonha,
E um tanto constrangido
Vendo a desmoralização
imposta aos brasileiros,
E às Forças Armadas da Nação.
Hoje senti saudade
Do regime militar
E dos anos setenta
Quando a Marinha
Se fazia respeitar.
Foi na cidade de Brasília,
No Palácio do Itamaraty
Eu vi o que nunca se viu.
Fuzileiros guarnecendo,
O Palácio com um pedaço de pau,
Sem pistola e fuzil.
Estão desmoralizando
As Forças Armadas da Nação,
Almirantes! isso já é notório.
Enquanto os Fuzileiros recuam,
O tráfico e a ORCRIM
Ocupam o nosso território.
Fuzileiros não andam fardados,
Alimento quase não tem.
Com armamentos sucateados,
O salário é minguado também.
Nove reais!
É a etapa de alimentação.
Os exércitos marcham
Sobre seus estômagos,
Já dizia o guerreiro Napoleão.
Fuzileiros sem poder de polícia,
Fazem papel de jarrão.
No Brasil até o passado é incerto,
Sem necessidade não há motivação.
Militares no Rio de Janeiro
Combatem o crime
Sem poder de polícia!
Sem terem porte de arma
Se tornam vulneráveis
Alvos das milícias.
Acabou-se a galhardia,
Que fazia o Fuzileiro vibrar.
Ao ufanar-se de forma viril,
Que era um guerreiro do mar.
Em Brasília
Nos estacionamentos,
Os Fuzileiros servem a Nação
No Ministério da Defesa,
Sem defesa, vigiam veículos
De civis sem proteção.
Esse não é o Brasil
Que eu quero,
Quero me orgulhar
Da Força em que servi.
Vendo os fuzileiros
respeitados e honrados,
Com pistola e seu fuzil
No Itamaraty.
Se assim não for feito,
Retirem os Fuzileiros de lá.
Tal despautério é uma forma,
De a Marinha do Brasil
Se desmoralizar.
ADSUMUS!