

GENERAL AUGUSTO HELENO
É muito triste, estranho E lamentável, O que passo a relatar. Sim, existe algo injusto Quando a Justiça passa A produzir vinganças E sofrimentos para se vingar!
Ultrapassando Toda e qualquer noção De desumanidade, Para seus Generais! Em especial da terceira idade!
É, pouca gente sabe Ou talvez não queira saber!
Como está sendo, de fato, A prisão domiciliar... Imposta ao General Augusto Heleno. Mas mesmo assim vou te contar.
Talvez poucos se lembram Do relato de um coronel, Que encontrou sua idosa esposa No supermercado! Em situação, cruel.
Não, não é ele apenas Que cumpre pena. É sua esposa está também! Ambos idosos! O General Heleno enfermo. Alzheimer ele tem.
Sendo frágil e idosa, Está proibida de ter! Qualquer ajuda doméstica Para poder se manter!
Com diarista e ajudador Eles não podem contar, E se quer com um cuidador. Não! Nem pensar...
É ela quem limpa a casa, Vigia ele, cozinha, lava e passa, Administrando o cotidiano Carregando o cruel peso, Emocional com a coragem moral De um juízo desumano, Que se acha supremo E dentre todos! Soberano.
Heleno aos poucos se perde, Dentro da sua própria mente… Para ir ao supermercado, Ela precisa trancá-lo no quarto, Mas sem a judicial corrente!
Olhem o nível de absurdo! Para atender o telefone, Ela precisa se afastar, Porque ele, sem entender, Para todos! Um forte abraço quer mandar.
Ao falar com as pessoas, Ele mantém sua humildade, É muita covardia e crueldade Tratar assim um idoso com Alzheimer Que tem também! O peso da idade.
É assim uma humanitária prisão? Eu me pergunto, e pergunto a vocês: E se ela morrer de exaustão? Ou se ele morrer na solidão, Num cantinho? Confuso, isolado, sem compreender O por que! Por que depois de tanto a pátria defender Terminou a vida assim, sozinho injustamente Sem merecer.
Isso não é e nunca será justiça, É pura crueldade! O General Augusto Heleno Não é anônimo, corrupto ou covarde! É um homem de coragem moral, Detentor de qualidades Que sempre agiu com lealdade. Sendo um exemplar General.
General que dedicou Sua vida à nação Com galhardia e destreza, Com currículo impecável Sem a ninguém causar tristeza.
História pública e uma vida inteira Sem nunca ter sido servil. Agindo sempre com nobreza.
Nenhuma divergência política Justifica tamanha insanidade, De alguém que em sua velhice Seja privado da sua liberdade.
Nenhuma condenação autoriza Transferir a pena Para uma esposa frágil Ou para um terceiro. Em especial, tratando-se De um General íntegro, Lídimo brasileiro.
Nenhum Estado têm o direito De transformar o fim da vida em castigo Imposto por um juiz carcereiro!
Acorda Brasil... Acorda Exército brasileiro! O que está acontecendo contigo Que foi comprado e vendido E abandonou seu companheiro?
Não, não é só com você. É um recado perigoso para as forças. Que ousarem fazer valer O juramento que fizeram De a pátria defender.
Quando os poderes Perdem os limites, Ninguém está protegido!
Nem mesmo na velhice! É, de que vale o Estatuto do idoso Se não, não há o respeito De membros de um judiciário Que se tornou vingativo e temeroso??
Minha continência aos Honrados generais! Rubens Lima
Enviado por Rubens Lima em 02/04/2026
Alterado em 02/04/2026 Comentários
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